quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Seria diferente

Se eu tivesse aguentado mais um pouco, tudo seria diferente. Você não estaria onde está, com todos esses seus amigos estranhos, essas suas companhias nada boas, esse seu monte de tatuagens e piercings; você estaria do meu lado, sendo o homem que eu queria que você fosse, e o que era melhor pra você, e eu certamente não estaria onde estou também. Eu estaria sempre do seu lado, tentando me soltar um pouco mais, sendo a menina que eu sempre quis ser, ao lado do cara que pareceria perfeito para mim. Acontece que eu nunca fui boa em brincar de pique-esconde, porque detestava ter que me esconder, esconder quem sou, onde estou e o que quero. Eu não aguentei porque você me sufocava com as suas promessas de amor; promessas que eu não pedia. Um futuro amarrado à alguém que eu não queria, sorrisos que encobriam minha antipatia por tudo aquilo, aquele monte de nada. Asfixiada com minha própria infelicidade, eu não suportava mais. Quando estávamos juntos, eu estava feliz, mas quando não estávamos, eu me sentia tão...
Que bom que acabou. Que bom que eu não aguentei. Que bom mesmo, porque eu teria vergonha de ser sua namorada hoje. Você está horrível.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Bigornas de realidade

Há um nó em mim. Estou sentindo meu corpo pesado, como se as permanentes borboletas em meu estômago tivessem sido transformadas em bigornas gigantes. Nada me faz sentir mais leve. Eu poderia voar, que ainda sentiria o peso da realidade me puxando para baixo, e cada vez mais para baixo. Eu choro sem motivo, eu grito quando estou sozinha, eu sorrio de tristeza. Eu tenho tudo que poderia querer, e ao mesmo tempo, sinto como se não tivesse nada. Não posso descrever o que estou sentindo, pois seria como tentar descrever a beleza do sol caindo sobre o mar, ou o horror que sentimos ao levar um susto. São sensações e emoções e visões únicas, e cada um vê de um jeito. Eu me sinto deprimida, mal-amada, desalmada, solitária e excluída. Mas ao mesmo tempo eu sei que faço alguma diferença, e que alguém realmente se importa comigo. Mas quando se coloca duas emoções distintas numa balança, na minha balança, o lado da Infelicidade pende vencedor, e eu sou obrigada a aceitar o fato de que sou depressiva. Quer uma sensação parecida com o que estou sentindo? Um peixe lutando por água e ar quando jogado fora do mar, um pássaro tentando ignorar a asa quebrada, tentando voar. Eu tento me livrar das amarras da lucidez, e me envolver numa nuvem de mentiras e sonhos, mas não consigo, não posso. Eu tento me prender à imagens da minha cabeça, mas a realidade é forte, ou pelo menos mais forte do que eu, e portanto eu não consigo me enganar. Alguns diriam que isso é bom, mas não para mim. Eu faria tudo para poder me desligar um pouco, ficar inatingível. A opinião alheia me importa mais do que devia, eu nego o dom de mergulhar em alegria, não quero mais saber dessa agonia, nem por que ela me contagia.
Chega dessa maldita dor. Uma dose de anestésico emocinal, faz'favor.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Teenage Dream


Já ouviram o último CD da Katy Perry, é claro. Eu adorei! Todas as músicas são maravilhosas, e eu estava passeando no Submarino quando vi o tal CD em promoção. Nem preciso dizer que não aguentei e comprei, e ele acabou de chegar! É muito fofo, sério. O CD em si é todo bonitinho, a capa é linda, as fotos da Katy do encarte são wow!, e não tem como comparar a qualidade do som. Então como eu não ia aguentar não contar pra vocês como as músicas são lindas, estou fazendo um breve comentário aqui, só pra constar.
E se você não ouviu ainda, ouça Last Friday Night e, é claro, Peacock. Essa última é engraçada, tá? Tipo, parece outra coisa, e você nem precisa saber a tradução, haha.
Então ouçam, porque Katy Perry é música de qualidade.
=)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Às vezes

Às vezes, eu quero ser gorda, pra poder reclamar; às vezes, eu quero ser magra, pra caber em roupas menores. Às vezes quero ser burra, pra poder justificar meus erros; às vezes quero ser inteligente, pra poder apontar os erros dos outros. Às vezes quero ser criança, pra não ter que me preocupar com tantas bobagens; às vezes quero ser adulta, pra poder ignorar pequenos problemas. Às vezes quero ser real, e às vezes quero ser imaginária. Às vezes quero ser certa, e às vezes quero estar errada. Às vezes quero ficar absolutamente sozinha, e às vezes ficar sozinha é insuportável. Às vezes eu sou bipolar, e às vezes sou só chata.
Eu queria deixar de falar tanto "às vezes" e poder dizer "sempre".

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Os 4

Kurt Cobain (1967-1994), Janis Joplin (1943-1970), Jimi Hendrix (1942-1970) e Jim Morrison (1943-1971) foram - e sempre serão - na minha opinião os quatro maiores nomes do rock. Cobain é o mais jovem; nasceu no período final das vidas dos 3J; mas isso não o torna menos importante, de forma alguma. Todos eles foram artistas renomados, com históricos de muitas drogas e álcool. Nenhum se preocupava com a saúde; ligavam apenas para fazer a boa música e deixar uma marca na história. Conseguiram.

J.H.



Jimi Hendrix, o mais velho de todos. Johnny Allen Hendrix, nascido em Seattle em 27 de setembro de '42; obviamente, como manda o figurino, sua morte nunca foi plenamente explicada. Morreu em 18 de setembro de '70, em Notthing Hill. Pelo que parece, ele teria se afogado no próprio vomito - forma muito pouco glamourosa de deixar este mundo. Mas não será sua morte a principal pauta do meu resumo sobre ele, mas sua curiosa mania de agudos em solos e sua fascinação por guitarras.
Hendrix era canhoto, mas se recusava a comprar uma guitarra especial; tocava guitarras para destros ao contrário. Isso era sua marca! Sua guitarra favorita? Uma que será para sempre sua, a Fender Stratocaster (vulgo 'Strat').
Por que eu gosto de Hendrix:
Porque seus solos de guitarra encantaram e encantarão gerações s2

J.J.



Janis Lyn Joplin, a inesquecível Janis, com seus cabelos rebeldes e vocal absurdo. A voz dela era tão fantástica que até hoje eu nunca vi alguém que se comparasse a ela. Nascida em Port Arthur em 19 de janeiro de '43 e morreu de overdose de heroína (mais glamourosa que Jimi, tenho que admitir) no dia 4 de outubro de '70. No ano de 1970, o mundo perdia a voz mais aguda da história e os solos de guitarra mais agudos da história.
Num ritual extraordinário, as cinzas de Joplin (sim, ela foi cremada) foram espalhadas pelo Oceano Pacífico.
Ela esteve no Brasil em fevereiro de '70; foi expulsa do Copacabana Palace por nadar nua na piscina, quase foi presa, cantou em um bordel, enxeu a cara várias noites e fez topless em Copacabana. Ela deixou uma marquinha no RdJ.
Por que eu gosto de Janis:
Porque ela tinha orgulho de ser como era, e porque sua voz me encanta s2

J.M.



Lindo. É a palavra que mais bem descreve James Douglas Morrison: lindo. De Melbourne (8 de dezembro de '43) para o mundo, Jim se mudava constantemente graças ao emprego do pai, que servia à marinha. Estudou em bilhares de escolas, e nunca conseguia se fixar.
Um fato importante: Jim conta que certa vez, quando muito criança, viu um acidente em que um caminhão cheio de índios teria se chocado contra uma viatura, e que como ele não entendia nada, ficou apenas observando. Diz que foi a primeira vez que viu a morte; todos aqueles corpos estendidos no chão, e aquela "tinta vermelha engraçada"... Esse episódio, que os pais de Morrison afirmam nunca ter acontecido, marcou-o profundamente, e ele sempre fazia referências ao acontecido em suas músicas, entrevistas etc.
Casou-se com Pamela (Morrison, rá rá), e viveu um casamento meio conturbado. Tinham muitas brigas, mas se amavam intensamente. Quando sua carreira já estava indo por água à baixo, foi com Pam para Paris. Lá, morreu. Uns dizem que foi por overdose de heroína, embora Jim não fosse conhecido por fazer uso dela - Pam sim. Os médicos disseram que ele teve um ataque do coração. Pam o encontrou na banheira do apartamento novo; chamam-no de "nº 4", pois foi a quarta morte misteriosa (os três primeiros foram Brian Jones, Janis e Jimi, e todos, incluindo Jim, morreram com 27 anos).
Por que eu gosto de Jim:
Porque além de lindo, o filho-da-mãe era talentoso e charmoso s2

K.C.



Kurt. Alguns dizem que era louco, outros que era magnífico. Kurt Donald Cobain, nascido em Aberdeen em 20 de fevereiro de 1967 e morto sobre circunstâncias curiosas/misteriosas em 5 de abril de 1994 (nº 5?) foi e sempre será um dos maiores nomes do rock mundial. A carreira de Cobain foi relativamente curta, mas o sucesso estrondoso e meteórico rendeu ao Nirvana, banda que formou com Krist Novoselic, o título de uma das bandas mais memoráveis de todos os tempos, com seu estilo desleixado - agora conhecido como grunge - e seu som destruído. A morte de Cobain foi trágica ao extremo; Krist saiu do mundo da música, mas Dave (Grohl, do Foo Fighters) manteve-se nesse meio.
Kurt era casado com a conhecida (e detestada minha) Courtney Love, com quem teve a pequena Frances Bean Cobain.
Por que eu gosto de Kurt:
Porque ele cantava bem, tocava bem, compunha bem, era lindo e amava sua família. Ele era perfeito, porra <3

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Vintage em alta no verão 2011?

O que é que vai estar na moda? Eu tenho alguns palpites (e vi algumas coisinhas em algum lugar), mas nunca gostei de seguir uma moda ditada por outras pessoas. Gosto de usar aquilo que eu gosto, e que para mim, é bonito. Óbvio: não adianta querer remar contra a maré. Se o que está na moda é bonito, por que não usar? Vintage, floral, ouro, pérolas: estão em alta e são lindos! Sou apaixonada por esse tipo de coisa! Então, vamos brincar de moda. Vamos lá:


Florais


Entre os meus tópicos já citados estão, claro, as estampas florais. Super utilizadas nas roupas, desde saias até camisas, mas na minha opinião, ficam melhores nos acessórios. E eu prefiro essas com cores mais amenas, em tons pastel. Clarinhas, elas suavizam qualquer look. Esta é uma bolsa da Amoreira Acessórios; R$80.


Cintura Alta



Outra coisa que vem de outras épocas e agora está totalmente in é a saia de cintura alta. Perfeita para qualquer hora, deixa o look mais elegante; alonga a silhueta e, com a combinação certa, pode ir de roupa do dia-a-dia até roupa para balada. Para mim, saias de cintura alta sempre ficam bem com camisas e roupas mais leves. Se for pegar uma saia escura, cuidado na hora de escolher a parte de cima. Não aconselho carregar em detalhes; a saia por si só já é um verdadeiro ponto chamativo. Sério! Com uma saia dessas, uma camisa social manga curta e um salto (scarpin, peep toe, etc) você já tem um look perfeito pra qualquer ocasião. E cuidado com o modelo que você escolher: nem todas as saias podem ser erguidas até a base dos seios, como "vestido". Algumas são realmente até a cintura, apenas. Essa é da Santa Saia; R$125.


Pérolas



São fofas, delicadas, deixam qualquer look muito mais delicado e feminino. Muito famosas nos anos 30, voltaram com tudo nessa temporada. Vão com quase qualquer roupa, qualquer ocasião. Eu mesma tenho a minha correntinha de pérolas, que ganhei da vovó =) O grande segredo desses pequenos globos de delicadeza é que elas dão feminilidade; portanto, use e abuse. Mas cuidado com a sobreposição de peças: não deixe ficar muito pesado, combinando as pérolas com outros tipos de bijoux. Essas são Joyce Atelier; R$25.


Camisas Xadrez

De artigo de pessoas interioranas, lenhadores e afins, para a maior febre. As camisas xadrez não têm contra-indicação: jogue uma básica por baixo, use e abuse. Só um pedido pessoal: não use em situações mais elegantes. Mesmo que não tenha problema, não pega bem. Essa é da Belladonna; R$100.


Saia Florida




Outra peça que não tem muita frescura: é jogar uma camisetinha básica, e só. Pode usar em qualquer situação, com rasteirinhas, sapatilhas, saltos, tênis... Estou apostando que vai ser um hit =) Essa é da Charme Mulher; R$75.

E por hoje é só, gente. Espero ter dado uma ajuda =)

Nancy Hariki, moda vintage

Ultimamente ando com um estranho apego à bijouterias e jóias. Tenho usado muitos anéis, colares, e tenho pesquisado muito sobre eles na internet também. E quando você procura com vontade, você sempre acaba encontrando algo que te agrada. E então, e encontrei.

Durante a minha incansável e inabalável busca por um colar que tivesse um pingente ou miniatura da Torre Eiffel <3, eu encontrei o site Elo7. Nesse site eu encontrei a loja mais maravilhosa do mundo inteiro: Nancy Hariki! Muitos outros blogs podem ter feito propaganda da NH só por fazer, mas eu particularmente amei a loja.

Agora que o vintage está em alta, os produtos da Nancy Hariki vão fazer muito mais sucesso. Relógios de bolso, camafeus, colares folheados, relicários; tudo com designs lindos, totalmente old. Um dos meus favoritos é o colar de Carrossel (acima). Outra peça linda e maravilhosa é o colar relógio de bolso com um pingente da T. Eiffel, e uma pequena flor cor-de-rosa. É perfeito. Absolutamente perfeito (abaixo).



Outra das minhas peças favoritas é o relicário decorado com camafeu cor-de-rosa. Os camafeus são absurdos! Tão elegantes, e ao mesmo tempo, discretos. E lindos, meu Deus. Se eu pudesse ter uma coleção de colares, serião todos camafeus. Mas claro, isso não é possível. Mas sabe que, mesmo as peças da Nancy Hariki sendo maravilhosas, elas não são absurdamente caras. Todas numa faixa de R$35. Claro, algumas mais caras, e algumas mais baratas. Os relógios são em torno do R$54; os anéis variam entre R$18 e R$25; brincos vão de R$15, o mais simples, até R$32, folheados. Tudo de ótima qualidade. Eu aposto nos acessórios Nancy Hariki - lindos, discretos. Já estou comprando o meu colar R.d.B.

Então é isso gente, vamos aproveitar que o Natal está chegando e pedir Nancy Hariki =)

sábado, 11 de dezembro de 2010

Livre

Eu nunca quis viver um conto-de-fadas. Conheço pessoas que adorariam ter seu príncipe encantado (eu devia colocá-lo com letras maiúsculas?) e conheço pessoas como eu, que não ligam para esse tipo de coisa. Conheço pessoas que têm o sonho de viver em um "castelo", com seu P.E., e viver um Felizes Para Sempre. É tão engraçado como eu não tenho essa vontade. Sei lá. Eu não quero alguém pra mim; não quero um castelo, nem uma mansão, nem montes de dinheiro. Não quero nada que me prenda à algum lugar. Não quero nem ter uma casa, embora isso possa ser uma boa ideia (PS: preciso aprender a escrever "ideia" assim, sem acento.). Não quero me prender. Prender. Sim, é essa a palavra.

Eu quero poder ser livre. Absolutamente livre, como um pássaro, ou como alguém descompromissado. Adoraria ser descompromissada e rica, obviamente, mas isso não parece muito fácil. Você pode ler de novo o que eu disse e notar que pareço um pouco controversa, falando sobre ter dinheiro mas não querer me prender à coisas materiais. Sim, é quase. Acontece que, se eu fosse rica, usaria esse dinheiro para viajar. Sim. Apenas um objetivo: viajar. Conheceria o mundo todo, da Oceania à América do Norte. Faria uma parada mais longa na França Paris <3 , é claro, mas apenas lá.

Para mim, o segredo da felicidade é não dever nada pra ninguém.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Olha quem voltou

Não durou muito, essa minha crise de identidade, não é mesmo? Não aguentei mais de duas semanas sem o meu queridinho BoadeAssunto. Eu sou mesmo uma tragédia. Mas quer saber, agora estou bem. Repensei vários fatores da minha vida, várias facetas das minhas personalidades e cheguei à inútil conclusão de que não há problema em mim ou no blog. O problema é com qualquer coisa. Mas felizmente isso não importa mais; o BDA está de volta.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Adeus

Infelizmente, estive me comportando de forma pouco coerente ultimamente, e vejo por míopes olhos minha situação. Eu criei um blog, este aqui, para expressar em mim o que mais havia de escuro e desesperado. Meu objetivo, muito ironicamente, nunca foi alcançado. Eu consegui os seguidores, eu perdi seguidores, eu fiz promoções, mas nada disso era o objeito inicial do maldito blog. Eu só queria escrever, e de repente me vejo no meio de um monte de gente muito melhor do que eu, fazendo coisas que eu não sei fazer. Sinto-me extremamente convencional e ultrajantemente inútil.
Por esses e outros motivos de variadas raízes, eu vou desativar o blog Boa de Assunto por tempo indeterminado, a partir das 15h00 de hoje, 30/11/2010.
Agradeço à todas as pessoas que tiveram a paciência e se deram ao trabalho de ver e ler cada palavra minha.
Muito obrigada, tenham todos um ótimo dia.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Que tal?

Graças à Maria Alice linda, do Souvenirs Boîte, que teve toda a paciência do mundo comigo e meus chiliques de incapacidade, o Boa de Assunto agora está de cara nova. Talvez alguns não gostem, e eu tenho certeza de que isso acontecerá, mas eu gostei, e como algumas pessoas podem ter notado em posts anteriores, é o que me importa: minha opinião. Absurdamente egocêntrica e mal-educada, mas é assim mesmo, ha ha.
Enfim, era só isso mesmo. Depois eu crio coragem e escrevo algo que preste aqui.

sábado, 27 de novembro de 2010

Greto, cadê?

Eu poderia criar um blog inteirinho só pra contar essa viagem louca, mas você (caso não seja uma das pessoas que foram na viagem) que está lendo jamais entenderia as tretas fudidas do Robson, ou a sacanagem, ou "Olé"! Nunca, nunca, porque você, caro e mero leitor, não estava lá. Não foi só a melhor viagem da minha vida - até agora -, sabe, é só que... foi marcante demais pra eu poder explicar. A última turma do tio Pimpão/Moacir/C.A., a primeira galeragem da tia Fran. Atividade Paranormal, altas risadas, FLORENTINA!!! Quem é que vai entender qualquer uma dessas coisas um dia? Quem?
Me dá uma vontade terrível de chorar quando eu penso que essa viagem não só fez milagres (ex.: Eduardo Slompo falando, altos rolinhos e etc.), mas fez com que eu conhecesse um lado dos caras que estudam comigo há anos que eu não conhecia. E fiquei absurdada. Abobada. Como assim eu estudo com esses caras?!
Não quero nem ver como serão as coisas daqui pra frente, mas eu tenho uma certeza lindas e absoluta: existem 7 metamorfoses do macaco alemão.
Tá bem, vocês não estão entendendo nada, não é mesmo?

Mas continuando: como assim acabou? Tudo bem, eu admito que quis indiscutivelmente voltar para minha casa e ver a minha família, mas poxa, precisava ser tão rápido? Uma semana. Sete dias. Milhares de horas, milhares de risadas. Pouco tempo pra tanta bobagem.
Sabe por quê? Porque vai ter sacanagem.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Verdade nua e crua

Quando vejo um vestido bonito, ou uma pequena menininha de cabelos cacheados e loiros, me lembro de quando costumava acreditar em contos de fadas onde todos eram felizes, e as menininhas não tinham nada a temer, e os vestidos bonitos não custavam os olhos da cara. Quando vejo isso, eu me lembro de quando eu queria ser uma princesa porque isso era o sonho de toda criança, não porque princesas vão a boates, ou usam jóias, ou porque uma é melhor que a outra, mas porque elas cantavam com passarinhos e eram sempre felizes no final. Lembro de sonhar em ter cabelos loiros e cacheados como os de menininhas pequenas, mas então eu abro os olhos e vejo que hoje em dia, nem as menininhas de cabelos loiros e cacheados escapam à maldade do mundo. Nem elas, nem as princesas, nem ninguém.

Quando eu sonhava em ser alguém na vida, me imaginava como uma mulher alta, bonita e com força de vontade, que sempre saberia o que fazer, mesmo em tempos difíceis. Sonhava em ser o tipo de garota - ou mulher - de quem todos gostam e que nunca têm do que reclamar. Mas deixe-me lhe contar um pequeno segredo: nem as mulheres altas e respeitadas e queridas, nem as princesas e nem as garotinhas estão à salvo no mundo.
As mulheres altas e respeitadas e queridas não passam de mentiras; elas são sustentadas pelos maridos e mesmo aquelas que participam do Green Peace adorariam ter um casaco de pele. As princesas aproveitam a fama e a fortuna não para governarem seu reino, mas para fazerem mais fama, indo a boates e bebendo até cair. E as garotinhas, ah, as garotinhas... elas não estão seguras em lugar algum, muito menos em casa, com os pais e padrastos que gostam de fazer com que elas façam coisas feias. E não venha me dizer que eu estou exagerando, porque você sabe que eu não estou. É verdade, e você sabe disso.
Não deveria generalizar, mas isso acontece tanto que é assustador. As mulheres, as princesas e as menininhas, todas indefesas nesse mundo malvado, todas querendo poder mudar os rumos que tomaram suas vidas, todas querendo um lugar para o qual correr.
E essa, meus amigos, é a verdade nua e crua.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Não consigo

Ser assim, meio calma demais, sempre fazendo vista grossa, deixando minha opinião de lado para ser parte do grupo... ser assim me irrita. É, é verdade que ninguém me obriga a ser assim, e que é tudo minha culpa, e que nunca ninguém vai poder me obrigar a fazer algo que eu não queira... mas será que é assim? Eu não me imagino de outro modo, mesmo não gostando de como estou agora. É tão difícil assim ser você mesma, hoje em dia?! Minha opinião deve ser meio única, porque eu nunca ouvi mais ninguém reclamar disso, mas eu reclamo, eu digo, eu grito. Alguns me olham com raiva, outros com compaixão, outros apontam e dizem: "Olha, é a louca", mas nada disso me importa. O que me importa mesmo é minha própria opinião, mesmo ela não valendo nada. Ou será que vale? Eu não acho que valha, mas enfim...
E quanto a parte do grupo, um segredinho: eu sempre me preocupei com todos, menos comigo. Sempre quis ter a opinião de todos, menos a minha própria. Sempre quis estar entre as mais bonitas, mesmo sem poder. Sempre quis ser chamada para as festas e saídas, mesmo sem fazer parte desse mundo. O que é que tem de errado comigo? Por que não existe uma turma na qual eu me encaixe? Por que eu não consigo ser, sei lá, feliz do modo como estou, com as pessoas que convivo, com o mundo no qual vivo?
E depois dessas reflexões sempre me dá uma tremenda vontade de desistir de tudo.

Acabou...

Muito bem, a Enquete acabou. Valeu a galera que votou, e quem não votou, deixa pra próxima. Então, gente, vocês optaram por um Livro, preferencialmente, um Lançamento. Agora lá vou eu correr atrás da Bruna e da M. Alice, pra gente ver os livros que estão em alta. Faremos pesquisas e descobriremos os livros mais famosos do momento. E então, será feita outra Enquete pra descobrir o que vocês gostam mais.
Muito bem, au revoir.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Não preciso que me digam

Não preciso que me digam o que eu já posso ver.
O tempo vai passar e você vai perceber
que gastou sem tempo comigo, só comigo,
sem ter nada pra receber.
Eu não tenho nada pra dar a você, querido,
realmente sinto muito, sinto tanto,
mas você não entendo na primeira vez que te disse
que era uma completa maluquice
você se apaixonar por mim.
Eu te avisei, disse para você, fiz o que pude.
Você que, nessa onda de juventude, não me entendeu.
Não preciso que me digam o que eu já posso ver.
Eu machuquei você, mas não foi minha culpa.
Eu não deixei nenhuma parte de mim oculta.
Você me conhecia por inteira, cada face de mim,
e (e eu não entendo) mesmo assim
você insistiu em me perseguir, em me ter.
Não faço questão, mas queria saber o por quê.
Não preciso que me digam o que eu já posso ver.
Você só procurava uma garota pra ter seu final feliz.
Eu não era ela, nem nunca fui ou serei. Disso eu sei.
Continue procurando, que sabe você a encontre, tadinha,
deve estar atrás de você, por aí,
uma garota num vestido longo, cabelos soltos,
esperando pelo príncipe encantado,
que vem de carro
para buscá-la.
Faça o que fizer, procure por ela e me esqueça;
eu não sou sua princesa.
E isso eu não preciso que me digam, porque isso eu posso ver.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Conversa dos meus sonhos

A conversa dos meus sonhos é ligeiramente insana. Estou em pé, no meio de um campo, ao seu lado. Você segura com força a minha mão e sorri. Eu estou pronta para correr com você pelo campo, com o vento, quando você se vira para mim e diz: eu não te amo. O sorriso ainda está em seu rosto, sua mão ainda segura a minha com firmeza. Eu então sorrio para você e digo: Que bom, porque eu também não te amo. Assim continuamos, felizes e contentes, e corremos pelo campo, com o vento. A melhor coisa do mundo será quando você parar de mentir pra mim, dizendo palavras que não são fiéis aos seus sentimentos; a melhor conversa do mundo será aquela na qual você dirá, finalmente, a verdade. Eu não quero o seu amor, eu quero o seu respeito. Respeite-me o suficiente para ser sincero comigo, e então sim estarei feliz.
A segunda conversa insana que eu sonho ter é ainda pior. Estarei deitada numa cama de pilares altos, coberta com lençóis de seda, e você estará ao meu lado, segurando delicadamente a minha mão. Eu direi: Diga-me, querido, eu ainda tenho seu coração? Você pensará, deixará a mulher deitada na cama nervosa, e então sussurrará: Você sempre o terá. Com isso, saberei que foi um erro deixar que você se apaixonasse e soubesse dos meus sentimentos, pois assim, tirei de você a vida. Quando o meu coração parar de bater, saberei que você seria capaz de dar-me o seu apenas para não me ver ir. Não dependa de mim, assim como eu não dependo de você. Quando eu for, quero que você continue, não desista por mim. Eu não valho a pena. Você tão pouco.
E no fim, palavras bonitas são apenas isso: aparência, uma coisa boa de se ouvir. Nada mais. Até que sejam verdadeiras, não valhem nada.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

São verdes

São verdes, profundos e carismáticos, os seus olhos; a camisa é estranha, muito grande para o seu corpo diminuto. Elegantemente, seu cabelo - longo demais para todos os seus anos - já grita seus fios brancos, mas não parece ter mais de vinte anos. A calça é moderna, com esse corte seco, e o tênis de couro é estiloso, jovem. O sorriso, com os dentes de baixo desalinhados, ganha a plateia que o ouve, extasiada com sua voz grave e doce. Ele fala com firmeza e divertimento, absolutamente preocupado com o ensinamento que está passando, mesmo sem notar. Preocupa-se em não chatear o público, mas isso não parece possível; estão todos absortos, hipnotizados por sua voz e olhos, ambos cativantes. O que ele passa - a vontade de ensinar, a vontade de ter atenção, a vontade de sentir o público - é contagiante, e é automático mirar seus olhos, atentos a todos os detalhes.
(Texto original, sobre o escritor Bruno Zeni, em palestra do dia 11/11/10).

segunda-feira, 8 de novembro de 2010



Quando eu fico sozinha no meu quarto, com um livro entre minhas mãos e palavras que descrevem outros sentimentos muito melhor do que eu nunca sonhei fazer, eu me sinto completa. Não existe outra paixão como ler. Não existe coisa melhor, não existe em lugar nenhum do mundo outro prazer tão grande. Cada capa colorida é uma mina de diamantes; diamantes cujo valor é inestimável, infinitamente mais valioso que qualquer pedra preciosa. O que os escritores fazem, mais ninguém pode fazer. Sempre que eu vejo um livro novo, contando uma nova história, outra vida, outros problemas, outras dificuldades, eu fico surpresa; surpresa ao ver que muitos desses problemas e contos, eu mesma já vivi, ou sei que vou viver, sei que pode acontecer comigo. Então, a partir desse pensamento, eu agradeço eterna e profundamente a todos os escritores que me ajudam a dormir à noite, e a conseguir imaginar que um dia, posso ser eu a personagem principal de um romance de 600 páginas. Agradeço por terem me proporcionado todo esse desejo por escrever; obrigada.
Graças à vocês, eu amo ler.
De todas as vezes em que eu disse que te amo, nenhuma era mentira. Nem por um segundo pense que eu menti, ou fui falsa em relação ao que eu sentia. Nunca. Sempre amei você, e ainda te amo. Sim, te amo. Digo com todas as letras, porque é o que eu sinto. Acontece que as pessoas me olham e dizem que é mentira minha, e mesmo que eu não ligue, porque eu sim sei o que eu sinto, me sinto mal por não ter conseguido o que eu tanto queria: você. E não ter conseguido você me deixa meio cabisbaixa e sentindo-me vergonhosamente desaforada. Como assim eu não fui capaz de fazer você olhar pra mim? É, isso acaba comigo. Mas sabe, eu refleti muito sobre isso, e cheguei a conclusão de que eu sempre vou guardar comigo esse sentimento que eu abafei - mesmo que não tenha abafado por completo.
Tudo bem, tudo que eu quero dizer é que eu ainda te quero. Você não, mas eu te quero. Só que cansei de esperar.