domingo, 30 de outubro de 2011

Carente?!

Vai me dizer que você nunca "chorou" por um abraço? Aquela vontade de sentir carinho, de ser beijada, de ser abraçada. Aquele momento em que você tem um surto de realidade e percebe que está sozinha - e a palavra ecoa na sua cabeça inúmeras vezes, tira seu sono, acaba contigo. Aquela sua vontade incontrolável de encontrar alguém pra te dizer algo bonito, algo que fofo. Um único segundo em que você tem certeza absoluta de quem não vai suportar nem mais um minuto sem ter o tal namorado. Sim, você já passou por isso. Em algum momento da sua vida, talvez tão curto que você nem tenha notado, talvez tão longo que tenha te machucado. Talvez não tenha chegado ainda, mas vai chegar.
Carência é uma palavra que me assusta. Quando reflito sobre o significado dela, entendo que é a dependência plena e aceita de outra pessoa. Às vezes apenas do tratamento que a pessoa te dá. Carência é um problema muito, muito sério na vida de qualquer pessoa.
Posso dizer que a carência já me levou a correr atrás de quem não valia a pena. Já me fez chorar e sorrir e comemorar pequenos sinais de que havia interesse, para que então, em pouco tempo, eu quebrasse a cara. Típico. Mas não vamos perder o foco.
Se você nunca se sentiu carente, precisando de um abraço, de um beijo ou de qualquer carinho, você não é humano. Infelizmente eu tenho certeza quando afirmo que todo mundo já esteve carente.
Não importa se por pouco tempo ou se por muito tempo, não importa mesmo. A carência é um sentimentos cretino que mata. Mata a alma, esperança, destrói o coração e o psicológico.

Mas não tem problema. Basta procurar, procurar com vontade, que você vai achar alguém pra suprir a sua necessidade de amor. Nem que seja só por alguns minutos, talvez uma hora.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Superando

Perguntei-me inúmeras e seguidas vezes o que estava havendo. Quando o vi na rua, não passada nem uma semana da última vez em que ele cruzou não minha visão mas meus pensamentos, não tomei um choque. Não tremi, não gaguejei, não pensei no meu cabelo nem na impressão que passava a minha camiseta coberta pela minha blusa de lã. Só o vi passar, e ainda (surpreendendo-me mais ainda) tive até a audácia de gritar: "E aí, Jão?". Recebi um olhar assustado, e ele pareceu confuso. Sorriu de volta e disse: "E aíííííííí". Não consigo entender como seu sorriso torto e o jeito como só um lado dos seus lábios levanta conseguiam mexer tanto comigo. Tão lindo. E agora, tão comum. É óbvio, ele continua sendo lindo. Mas não tanto quanto era há uma semana atrás. O efeito passou, como previram as sábias amizades que cultivo. "É passageiro", ouvi com frequência. "Logo, logo, você supera." Foi mais logo do que imaginei que seria. Foi logo mesmo. Rápido como um tiro. Rápido como começou.

O grande truque foi ignorar. Eu ignorei o quanto pude. Fui até mal-educada. E ele continuou mandando mensagens. Continuou me dando bola. Continuou correndo atrás. O segredo era esse, então?, finalmente compreendi. Deixá-lo sofrer? Sim. Simples assim. Como superara o outro (leia o primeiro parágrafo), estava disposta a superar este também. E consegui. Respondi as mensagens até onde achei seguro. Deixei-o imaginando por que estou fugindo, e quando ele questionou, "não compreendi". Fugindo?, sorri, inocente como nunca. Eu não estou fugindo, pelo amor de Deus. "Mas você não fala comigo, mal me responde" ouvi. Em silêncio, ri. Em meus lábios, um sorriso de aprovação ameaçou condenar meu jogo. Mas eu o segurei e escancarei a boca: "Como assim? Eu vivo correndo atrás de você!" Pronto. Esfreguei na cara dele. Disse, em poucas palavras, tenho certeza, que enquanto eu corria atrás dele ele me ignorava, e que provasse do próprio veneno agora.
Faz três semanas que superei o primeiro, e duas que estou brincando com o segundo. Gosto do modo como o Destino joga esse jogo chamado Vida. Deixa que soframos e então, quando imploramos pela desistência, ele nos deixa vencer uma rodada.
Estou me preparando para a próxima.
Será em breve.

domingo, 16 de outubro de 2011

Admita

- Se quer tanto falar com ele, vá logo!
Esse é o meu coração. Está numa discussão terrível com a minha cabeça desde que eu vi ela falando com ele. Fiquei com os nervos à flor da pele, e mandei meu corpo relaxar. E daí? Por que tanta preocupação? E daí se ela for falar com ele? O que diabos eu tenho a ver com isso?
- Você quer que ele seja só seu.
Mentira.
- Sabe que não.
Mentira.
- Vá logo, pare de fazer frescura.
"Fresca"? Isso me lembra alguma coisa em relação à um apelido que ele me deu. Algo de que rimos um pouco, e algo que ficou guardado na minha memória.
- Se você não for falar com ele...
Ignoro com veemência a voz dentro de mim. Só de pensar que ele está falando com outra menina, meu coração bate forte, e posso ouvi-lo por detrás dos meus ouvidos. Cale a boca, é o que tenho vontade de dizer. Mas não quero que se cale. Quero ouvi-lo batendo forte, quero que bata forte por causa dele. Eu quero. Mas não quero, também. Mas me importa, de qualquer forma. Isso faz qualquer sentido?!
- Você é louca - sussurra minha cabeça.
Talvez. Não tenho certeza. Provavelmente, sou um pouco insana. Mas nada sério demais.
- Ainda acho que você devia ir até lá e falar com ele.
Cale-se.
- Tudo bem.
Silenciam-se todos.
Um milagroso minuto de silêncio absoluto invade o quarto.
Então meu coração volta a bater com força.
E se ele à responder?
Por um instante, depois de pensar sobre como ele poderia dar atenção à outra como nunca deu à mim, meu coração, antes tão loucamente barulhento, quase se cala.



TUDO BEM, TUDO BEM, EU O AMO.
Prendo a respiração, mais surpresa do que podia imaginar. Eu disse "amo"?! Não, eu não o amo. Eu gosto dele. Muito. Apaixonada, talvez. Mas não o amo.
Fico nervosa quando estamos perto um do outro, certo. Mas e daí? Eu quero saber onde e com quem ele está a todo momento, mas e daí? Eu o quero só pra mim, mas e daí?
Eu não posso.
E essa é a minha dor.

Batimento

Coloquei a mão sobre o peito dele. Seu coração batia acelerado. Seria a situação? Ou seria apenas qualquer outra coisa sem relação comigo? Talvez fosse o medo. O freio de mão estava meio fraco, talvez ele só estivesse preocupado com a possibilidade do carro rolar barroca abaixo. Mas dentro de mim, dentro do meu coração (que, diga-se de passagem, mantinha os batimentos uniformes, não estava acelerado) existia uma chama de esperança dizendo que era por minha causa. Era por mim que esse coração batia acelerado. Mas essa chama se apagou. Eu mesma fui até lá e, com um pouco de saliva nos dedos, apaguei. Não foi difícil. Eu já sabia que ele não me achava especial. Ele já tinha me dito isso. Eu não precisava de confirmação. E tive vergonha de perguntar. Também, não sei bem como soaria a pergunta. Que pergunta?, pensei. Não sei nem como perguntaria.
"O que foi?", ele sussurra, atrapalhando meus pensamentos.
"Nada". Ah, tão clichê.
"Você tá pensando em quê?", ele pergunta, as mãos descansando na minha cintura.
"É sério, nada", insisto. Como se ele não me conhecesse.
Então ele começa com aquela mágica de me relaxar, massageando minhas costas. Encosto a cabeça em seu ombro e suspiro.
"Conta pra mim o que foi".
"Eu..."
Não tenho coragem de continuar. Ele ainda massageia minhas costas quando corro para os seus lábios numa tentativa surda de cortar o assunto. Agora sim meu coração está acelerado. Mas ele jamais saberá o porquê; nem eu sei.

sábado, 15 de outubro de 2011

Uma doença

Sabe como eu acordei hoje? Não foi a chuva batendo se não insistente, brutalmente na minha janela, mas os três bipes do meu celular avisando que a bateria já era. Nunca levantei da cama com tanta rapidez! Corri através do quarto só de camiseta, busquei o carregador e o pluguei na tomada, coloquei o celular em cima da mesa e voltei correndo para cama. Esfreguei os olhos e finalmente me lembrei de colocar os óculos. Olhei para fora da janela pela primeira vez no dia, e me deparei com o Apocalipse. Faltou só estar trovoando para eu ter certeza de que o mundo ia acabar. Me encolhi debaixo dos três cobertores e rezei pra não ter que sair daqui até achar seguro viver de novo.

Mas eu esqueci de contar pra vocês a novidade: sarei. Não completamente, porque infelizmente não é uma doença só que me assola, mas da principal, e posso dizer, da pior delas, eu sarei. Ou vocês não sabiam? Eu estava sofrendo de burrice consciente aguda, que eu particularmente acho que é a pior doença de todas. Pra quem não sabe, eu vou dar um exemplo pra explicar.
Lá estava eu, vivendo minha vida, quando apareceu um determinado indivíduo e tomou de mim o meu controle mental e o controle do meu coração. Eu estava sim apaixonada, embora lutasse até o fim do mundo dizendo que não. Mas todos sabiam; menos ele, acredito. Nunca namoramos, nem perto disso! Apenas ficávamos com uma frequência admirável. Dois meses de luta, pausa, volta, vontade, eu aqui sofrendo, ele lá... voltou com a ex. É, ele voltou com a ex. Já fazia umas semanas que a gente não ficava direto, mas porra, tinha que voltar com a namorada?! Tudo bem, respira, nada demais, você não gosta dele mesmo (reticências).
Aniversário dele, o presente? Eu. Mas e a namorada? Sei lá da namorada. Se tinha, se não tinha, eu estava tão preocupada quanto ele parecia estar.
Passa uns dias, descubro que ele terminou com a namorada. A notícia põe pilha num sentimento que eu tô tentando deixar no fundo do baú. Tô conseguindo, SAIA JÁ DAQUI, ESPERANÇA. Vai atormentar outro coração.

E agora eu tô aqui, contando pra vocês que meu tratamento anti-ele funcionou. Arranjei outro problema; relativamente menor, até. Mas o que importa é que agora só falta curar essa bola presa dentro da minha garganta. Então estarei completamente curada.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Boa-noite

Os latidos dos cachorros lá na rua ecoam dentro da minha cabeça e correm através do meu corpo. Estou tremendo. Um bom café curaria minha ânsia, mas não há o pó, nem água, nem nada. Estou na cama, olhando fixamente para o teto. Nas linhas longas das vigas da madeira velha, tento encontrar uma solução para problemas novos. Ouço fogos de artifício lá fora. O barulho da explosão que imagino ser colorida percorre cada ligação peptídica do meu corpo, me fazendo tremer mais. Viro-me de bruços e enterro o rosto manchado de rímel entre meus travesseiros brancos. As marcas desse meu momento de fraqueza serão, mais tarde, lavados dali com água e sabão. Queria eu poder lavar da minha alma e coração esses sentimentos com a mesma facilidade que se lava uma fronha de travesseiro. Começo a sentir o ar faltar aos pulmões, e por um imenso e eterno segundo, penso em não tirar dali o meu rosto. Mas então eu percebo o tamanho da bobagem que estou pensando. Viro-me para cima com mais lentidão do que gostaria, afinal meu corpo não me obedece mais como antigamente. Olho novamente para as vigas de madeira: e agora? O que fazer? Continuar aqui até não aguentar mais a dor da fome no meu estômago, talvez? Ou finalmente me levantar e tomar uma atitude? Lá fora a luz diminui e é trocada por uma amarelada; os postes de luz são ligados. Já é noite. Decido por continuar na cama. Não há fome suficiente ou necessidade de atenção suficiente para me tirar da cama, agora. Inutilmente tento esconder-me debaixo das cobertas, mas não há força nos meus braços. Sinto-me fraca, mais fraca que o normal. Meus dedos tremem. Um cheiro agudo, conhecido, muito próximo atiça meu nariz. Olho para todos os lados, mas continuo sozinha. Demoro quase um segundo inteiro para perceber que isso é apenas a minha necessidade de você. Ela grita. Alto. Eu sorrio para mim mesma; meus lábios estão incapazes. Reflito sobre quão longe posso aguentar com essa minha imaginação e memória forte me fazendo lembrar à todo segundo que você não é meu. Mas agora as luzes amareladas lá fora estão mais fortes; já é tarde da noite. Não tenho opção, o dia amanhã começa cedo. Não há lágrimas para serem choradas ou gritos para ecoar. Com força sobrehumana, levanto da cama e dobro os lençóis. Enfio-me debaixo deles, e conforto minha cabeça entre os travesseiros. Aspiro com força. Talvez consiga tirar da memória mais um pouco do seu perfume, antes de dormir. Minhas forças finalmente se acabam, e meus olhos se fecham. Venha, noite, engula-me e descanse-me. Seja boa. Boa-noite.

Bom-dia

Tem uma música tocando em uma das dez mil abas abertas no meu Chrome, e ainda assim o barulho das gotas batendo na janela atrás de mim é o som mais nítido e límpido do quarto. Olho para trás para averiguar; parece que está chovendo dentro da minha cabeça, a água batendo nas minhas têmporas. Só vejo pontos brilhantes no vidro. Conto até três bem devagar. O barulho da chuva despertou alguma coisa dentro de mim. Uma dorzinha que estava dormindo, o sono leve como um algodão. Calma, calma, não se preocupe, já vai passar. A mentira mais mal contada do dia. Nada vai ficar bem. Não agora. Vai demorar. Olho para o celular jogado do outro lado da cama. Faça algum barulho, peço em silêncio. Traga uma mensagem, brilhe, grite, converse comigo, não me deixe sozinha. Tem apenas uma mensagem que eu quero receber. Ela já chegou, mas foi ontem à noite. Eu quero outra. Quero uma resposta bem-humorada, quero um sinal de saudade. Nada. E não vai chegar. Eu já sei, já aceitei. Estico o corpo, como se com esse movimento em conseguisse expulsar esse espírito de porco dentro de mim. Chuto o violão de leve. Esse sim é meu melhor amigo, jamais me abandonou nas horas de tristeza; vem em meu socorro sem pensar duas vezes, até me ajuda quando eu não sei o que fazer. Toco suas cordas com as pontas dos dedos, e um som leve e sem ritmo ecoa pelo quarto claro. Já é de manhã? Nem tinha percebido. Paro para prestar atenção, e ouço os gritos de criança pela casa. Tudo em pleno movimento. Olho através do vidro da janela: a chuva parou. Quando? Faz tempo? Deus, como ando desligada. As montanhas são verdes de novo, a neblina começa a se dissipar. Não é só de manhã, é quase tarde. Mais barulhos; um aspirador de pó brigando com grãos de sujeira perto da porta. Logo, logo alguém vem me chamar. Fecho os olhos com força e sinto os restos do rímel nos meus cílios. Preciso levantar e me preparar para o longo dia. Não tão longo, talvez. Olho para o skate no canto do quarto; hoje não, amigo. O dia está feio demais, você só combina com dias de sol. Uma música ainda toca em algum lugar no computador. Estico o corpo mais uma vez, dessa vez só para acordar; tenho o cuidado de desviar do violão. Certo, então, que comece o dia. Bom-dia.

And I'm back, ladies and gentlemen

Desculpe. Por todo o tempo em que estive fora, pelo semi-abandono.
Agora eu voltei, e voltei pra ficar. Comecei com essa folia de blog prometendo NUNCA fazer o que acabei de fazer, então, arrependida, peço que me aceite de volta, BdA.

Vou voltar com meus textos, comentários, fotos, e o que mais me der na telha. Com músicas, semi-composições, ou só um pensamento e outro. Meus poemas, esses vão voltar com certeza.
Então aceite-me de volta.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Uma noite

Foi a melhor noite da minha vida.

Ou não. É, não posso dizer isso com certeza, mas posso dizer (sem). Não posso garantir que não houveram ou ainda haverão noites incomparavelmente melhores, mas por hora, esta noite mantém o título.

Éramos muitos. Digo uma dúzia, ou mais. Ninguém desconhecido, ninguém apenas conhecido - éramos amigos, reunidos para uma noite de risadas e diversão. Mas ninguém esperava que acabássemos (ou ainda, começássemos) num sítio, sentados no porta-mala aberto de um Corsa prateado que fedia a cigarro; ou ainda, segurando a garrafa de outra pessoa. Mas foi assim. Com o limão em uma mão e o copo em outra, descobrimos sabores provavelmente não experimentados ainda. Caminhamos de volta à civilização já com baixas: duas ou três almas ocupavam corpos com pernas bambas e sorrisos imbecis pregados em suas faces. Uns riam da infelicidade, outros ficavam sérios, sabendo que seriam eles os "tratadores" daqueles que já não podiam mais andar por si sós. Não que alguém fosse reclamar. Dividiríamos a tarefa.

Mas a (primeira) guinada da noite aconteceu logo na sequência, com uma garrafa colorida e outra, ainda, mais escura. Muitos copos para poucos lábios, e telefones foram sacados. Voltem aqui, Estamos no aguarde, Tragam de volta. Os que estavam já há muito na frente voltaram ao ponto de partida - ou quase. Com alguns minutos de diferença, os grupos dispersos voltaram, e ali recomeçamos a noite. Risadas vão diálogos vêm, aconteceu o primeiro desastre: um estômago despreparado recusou mais um copo verde e doce. Uns correram para ajudar, outros para ver e rir. Duas almas ajudaram a levar a terceira para casa, onde lá teria permanecido se mais um copo tivesse decido goela abaixo. Mas não desceu. Minutos se passaram, e com o incidente já esquecido, migraram de volta ao lugar os outros haviam quase chegado pouco antes. Agora estávamos separados; uma dupla para trás, um trio perdido dois quartetos à frente. Separados, mas sempre juntos. Nisso ainda era o primeiro dia. Passou-se o tempo, outros se juntaram ao agora novamente reunido grupo. De uma dúzia, pulou para duas, sossegado. Ninguém queria ir, ninguém queria desertar e perder o que ainda estava se preparando para vir.

Rixas antigas e bizarras foram discutidas e finalizadas (ou quase) naquela noite. Sonhos foram realizados; desejos, atendidos. Quem queria, podia ter. Não havia "não". É, não havia um gênio da lâmpada, mas nós todos nos sentíamos mais fortes, e mais poderosos, como se não houvessem limites. Então, naquela noite, todos fomos atrás do que queríamos. Alguns não conseguiram (pobre rapaz...) mas uns outros poucos sortudos acabaram saindo do grupo não como desertores, mas como pessoas ocupadas em alimentar a própria felicidade.

O arrependimento não estava nos pensamento de ninguém.

Os abraços não eram quentes, mas reconfortantes. Aqueles poucos que voltariam sozinhos, ganhavam uma carona na caranga de outro solteiro. Foram dois, talvez três casais, nada demais. O engraçado está no fato de, depois dos acontecimentos relatados, um ouvinte disse: Mas aquelas que não beberam foram as que acabaram com companhia? Sim, exatamente isso.

Posso contar a experiência de uma garota que lá estava, os lábios roxos de frio, as pernas tremendo, a felicidade borbulhando coração adentro.

Esse piercing é feio. Surpresa. Esse? É, esse. Não gosta dele? Não. E de qual outro não gosta? Pensa. Deste. O da boca? Sim. Por quê? Respiração. Ele me atrapalha. Silêncio. Sorrisos.

De mãos dadas, começaram a caminhar. Os dedos, gélidos, se entrelaçavam de uma maneira mais desengonçada que um pássaro bicudo andando em quatro patas, mas aqueles estavam felizes. A primeira frase que ela soltou foi: Isso está meio gay. Ele riu, ingenuidade genuína para com a garota. Talvez, respondeu.

Ei, me dá um chiclete.
Pausa.
Só tenho este. Masca.
Masca.
Masca.
É esse mesmo que eu quero.
Pausa.
Sorrisos.
Braços.
Lábios.

E a noite terminou bem para os amantes; melhor ainda para aqueles que não precisaram dizer adeus. Aqueles que mal se aguentavam em suas pernas sorriam como se não houvesse motivo para qualquer infelicidade, como se aquela noite fosse durar para toda a eternidade.
E durou. Em nossas lembranças. Aquela noite ainda está viva em cada uma das almas daquela primeira meia dúzia. Aquela que começou no sítio, para terminar em abraços.

Essa é a história. A verdadeira. Qualquer outra coisa, é invenção.
Foi assim que aconteceu.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Eterno


Vou contar uma história pra vocês: é uma história curta e rápida sobre uma turma gigante de um monte de pessoas problemáticas que sofreram durante um ano inteirinho para juntar alguns milhares de reais para poderem fazer a viagem dos sonhos. E a viagem deu certo. Houveram muitas lágrimas, mais até do que é agradável lembrar. Houveram unhas quebradas, roupas perdidas, chinelos esquecidos, jantares ridículos e muitas risadas. Mais que isso, houveram momentos singulares onde apenas olhares disseram tudo. Essas pessoas não estão todas juntas como estavam - uma pequena fração da alcateia desertou. Mas mesmo os desertores ainda fazem parte da história. Foram embora, sim, mas continuam dentro de quem ficou. Continuam aqui dentro de nós, os sobreviventes, os veteranos, e nós nos lembramos deles com saudade e um pouco de raiva pelas pastas de dente gastas à toa na privada. Grande parte deste escrito vai fazer muito mais sentido para quem estava lá, mas não importa.
Foi eterno. Mais que eterno. Éramos nós, juntos pela primeira e única vez.

quarta-feira, 9 de março de 2011

É tendência?

' Coleção Outono/Inverno 2011, Gucci

Blazer estilo masculino, D&G

Algumas pessoas leram o meu post sobre o verão 2011, onde falei sobre como o vintage estava vindo com força total e citei alguns itens que, verdade seja dita, vieram com tudo, como a estampa floral, saia de babados, colares mais delicados, etc.
Mas agora quem vem aí é o inverno! E pelo jeito, as tendências são um pouco variadas. Tem gente que está falando em casacões peludos e blazers, tipo a Gucci, e gente falando de Oxfords femininos, tipo a Werner Calçados (marca nacional). ' Oxford feminino, Werner Calçados

Pensando melhor, não é tão variado assim. O inverno vem com uma pegada masculina, mas não é por isso que deixa de ser uma escolha. A mulherada ainda está se adaptando ao sapato mais masculino, à calça boyfriend, a qual eu particularmente não sou adepta, mas enfim. A moda está voltada para o vintage, e agora está adicionando elementos masculinos. O que será que vai sair dessa mistura? Eu acho que vai dar certo, e você?

Mas mudando de roupa para acessório... Todo mundo já está ligado de que a nova moda vem nos colares de pingentes e nos anéis, não é? Tem para todos os gostos e estilos. Desde coisas mais delicadas, como chaves, coroas e corações, até as mais punk-rocks, tipo caveiras e ossos. Minha próxima aquisição vai ser um anel de coroa, estou doida por um! Mas como eu disse, tem pra todos os estilos.

Anel Coração e Coroa, Toda Doce

Mas depois eu falo com calma dos acessórios, e das roupas também. Esse post aqui é só pra vocês terem uma noção do que eu, particularmente, estou apostando nesse inverno. E quais são as roupas e acessórios que vocês acham que vão vir com força nesse inverno?

O Retorno

Faz meses que eu não entro aqui. Faz meses que eu não posto aqui. É vergonhoso, sinceramente. Eu criei esse blog e ele era o meu xodó, como assim eu simplesmente o abandonei? Não faz o menor sentido! Mas finalmente acabou essa época negra da minha vida.
Vou tentar postar diariamente; vai que ainda sobrou algum leitor fiel, doido por um pouco de agitação no nada caótico mundo dos blogs.
Portanto estou voltando. Com resenhas, com moda, com fotos!
Vamos ver quanto tempo vai durar essa minha animação =)
Fiquem por aí.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Para haver um, precisa-se do outro

Para haver Mal, precisa-se do Bem,
acompanhe-me e entenda também.

Para haver dor, precisa-se da paz,
para haver certeza, precisa-se do "tanto faz".
Nenhuma verdade é verdadeira se não houver mentira,
e as estrelas não brilham sob a luz do dia.
Então para haver o brilho das estrelas,
precisa-se da escuridão.
Para sentir a companhia,
precisa-se conhecer a solidão.
Para se sentir rico, não precisa do ouro,
precisa é conhecer a pobreza do povo.
Para ter o feio, precisa-se do bonito,
e para haver cheio, tem que haver vazio.
Para ver um magro, tem que conhecer um gordo.
Para se sentir cansado, tem que conhecer o conforto.
Para sentir fome, você tem que conhecer boa comida,
e para sentir frio, tem que conhecer
a sensação de se estar aquecida.
Para sentir um bom perfume, tem que conhecer o fedor,
para haver silêncio, tem que ter o rufar de um tambor.
Para haver doçura, tem que haver aspereza,
e se há grosseria, há de haver delicadeza.
E para haver entendimento, tem que haver ignorância,
para se poder crescer, precisa-se ter tido uma infância.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Reviravolta

Sei lá. Existe dentro de mim um turbilhão incontrolável de emoções brutas. Eu mesma não sei o que fazer. O que é quase irônico, porque sou eu quem sempre sabe o que fazer. De qualquer forma, eu estou à beira de um ataque de nervos. Quase pirei há alguns dias, andando de carro; tive um ataque. Eu precisava sair. Sair de dentro do carro, sair de onde eu estava, sair. Precisava respirar o meu rotineiro ar das montanhas, e precisava sentir os pulmões funcionando, os bronquios dizendo que estava tudo bem. Eu não consigo ficar em lugares fechados. Claustrofóbica? Talvez. Mas acho que não, sinceramente. Não me parece muito eu. Não faz meu gênero, se é que me entende. Ter pavor de simplesmente estar dentro de um lugar não faz mesmo o meu gênero. Mas eu ainda estou preocupada com essa minha reviravolta estomacal.
Não importa. Estou tendo ataques, não tenho ninguém com quem falar sobre isso, estou aguardando silenciosa e amargamente pela época em que isso vai passar e acima de tudo, eu estou perdida no meu próprio silêncio.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Chance

Eu sabia que jamais teria outra chance. Você passou por mim, e eu me recusei a olhá-lo nos olhos. Como pude? Você me olhou, e os meus olhos não precisaram encontrar os seus para sentir sua doçura pairando sobre mim, um pedido de desculpas implicito no sorriso colado em seu rosto. Seus lábios, e eu nunca havia percebido, eram realmente rosados. Engraçado. Digo, engraçado eu nunca ter notado.

Você seguiu na direção contrária a minha. Como num filme, a multidão vinha contra mim, uma onda de massa corpórea empurrando-me de volta ao lugar do qual é queria desesperadamente fugir. Mas então, e eu finalmente percebi, era pra onde eu devia ir, não? A multidão. Seguir o fluxo... seguir você. Te encontrar. Falar com você. Te dizer o que pesava meu corpo e trancava minha garganta. Palavras simples; palavras desnecessárias. O ato sim seria importante. Eu me virei e, decidida como sempre, corajosa como nunca, comecei a andar. Meus passos pareciam curtos demais, as pernas pesadas demais, e eu não conseguia te encontrar. Mas você estava lá, andando no seu ritmo mais elaborado, observador da vida ao seu redor. Com a latinha numa mão e a outra no bolso, notei o quão pequeno você é. Engraçado, eu também nunca havia notado isso.

Eu caminhei. Minhas pernas de repente ficaram leves como penas, meus passos rápidos como o vento, e a minha coragem diminuiu. Eu não vou me humilhar de novo, pensei. Mas vale a pena. Estendi o braço e meus dedos roçaram seu ombro. Não sei se você apenas não sentiu, ou se ignorou, mas eu tive que dar mais um passo e puxar seu ombro. Com um movimento leve, virei você para mim. Mas se eu olhasse seu rosto, aquele olhar matador, eu perderia a coragem, e sairia dali apenas, correndo. Então eu puxei seu rosto, dei mais um passo, e nossos corpos se colaram. Seus olhos pararam de procurar os meus e nossos lábios se tocaram. Mas quase no mesmo instante, eles se separaram. Você virou seu rosto, e sua boca agora procurava meu ouvido; você murmurou alguma coisa. Poucas palavras, que eu nunca vou esquecer. Bá, não me entenda mal, eu quero mesmo ficar com você, mas eu tenho medo. Medo?, perguntei. É, medo. Medo de perder você, de perder a amizade que a gente tem. Primeiro, eu pensei: ele quer me dar um fora de uma forma gentil, cool. Depois, pensei: o filho-da-puta está me dispensando. E então caí em mim: ele estava falando sério. Eu não conseguia me lembrar de quantas vezes você dissera que me amava, e que eu não fazia idéia do que eu significava para você. Por um milésimo de segundo, imaginei se você estaria falando sério, todas aquelas vezes, mas nem precisei pensar demais. Eu já sabia. Você estava.

A minha noite acabou ali, quando você me deixou no meio da multidão. Ou melhor, quando eu te deixei. A última coisa que você me disse antes de eu me virar foi: me dá um tempo pra pensar. Porque a última coisa que eu te disse antes de você me dizer isso foi: você tem que confiar em mim. Nada vai mudar. E eu acreditava nisso. Eu sabia que nada mudaria. Mas você não confiou. Pediu o tempo, segurando meu braço, sabendo que se me soltasse, eu iria embora. Eu só disse - e nem sei se queria que você ouvisse -: Deixe quieto. Esqueça. E você devia ter esquecido. E provavelmente esqueceu. Mas eu não. Fiquei tão chocada por você ter resistido à mim que decidi esquecer você. Para sempre. Nunca mais pensar em você, era isso. Obviamente, eu sabia que não conseguiria. Só tentar te esquecer já doía. Fisicamente. Então eu me recolhi ao banheiro, deixei escorrerem duas lágrimas, sequei-as, sentei-me direito e esperei. O quê? Eu não sei. Mas eu esperei alguma coisa por sabe-se lá quantos minutos. Então chegaram no banheiro duas ou três das minhas amigas, minhas acompanhantes daquela noite. Eu me levantei, e fui com elas.

Não me lembro direito do que houve depois, mas me lembro de uma coisa:me lembro de ter estragado de vez a minha noite. Eu estava com as meninas, perto da saída. No meio do salão, a pista de dança. Você estava ali, paradinho, a lata provavelmente vazia em sua mão, e adivinha onde a outra [mão] estava? No bolso, onde mais?!... Ao seu lado, porém, estava uma pequena beldade: cabelos longos escuros, uma pele morena, vestido curto justo, toda linda. Você se inclinava para ela, e a cada palavra que eu te via dizer a ela, o meu coração dobrava as batidas. Eu queria ir até lá, gritar que você me pertencia, mas adivinha só? Você não me pertencia. Eu não tinha direito algum sobre você. Fixei meu olhar em sua nuca e jurei nunca mais falar sobre o que houvera, sobre o beijo roubado, sobre nós. Jurei que para sempre seria apenas eu e você. Separadamente. Mas foi uma promessa em vão, pensamentos que ficariam apenas em pensamentos, mesmo. Eu te queria demais naquela noite para simplesmente te esquecer.

A pequena beldade se foi, e demorou a voltar. Eu tinha, novamente, apenas uma chance. Uma única e solitária chance, e eu iria usá-la. Eu estava em tal situação mental que não estava apta a decidir o que era o correto, o que dizer e principalmente, como agir. Então eu só segui meus instintos mais naturais e primitivos, deixando que o destino brincasse de Deus. Caminhei decididamente até você, mas juro por tudo que há de mais sagrado, eu vacilei. Eu hesitei. Mas continuei, porque eu não medi as consequências naquela noite. Cheguei ao seu lado, e meu braço, que pendia ao meu lado, podia muito bem ter sido colocado ao redor do seu pescoço, como eu sempre faço quando te vejo, mas não. Eu não quis seguir o protocolo, e fingir que nada tinha acontecido. O meu braço ficou ali, ao meu lado. Então eu me inclinei sobre, tentando ao máximo não tocá-lo, e falei no seu ouvido: "Era só você ter dito que havia outra menina." Pronto. Eu tinha feito. Estava pronta para girar na ponta dos pés e sair dali antes que me desse conta do meu erro, mas você gritou de volta: "O quê?" Ah. Aaaaah. Eu ia ter que repetir? Pois bem, agora já está feito, pensei, satisfeita. "Era só você ter falado que tinha outra garota." Engraçado como eu me lembro exatamente do que eu disse. E-xa-ta-men-te. Quando terminei de falar, ele se virou para mim e eu jurei que ele ia, sei lá, fazer alguma coisa. Mas ele não fez. Ele me mandou um olhar matador de cachorro-sem-dono e disse: "Bárbara, não tem nada a ver." Ah, claro. Era claro. Eu sacudi a cabeça, e saí de perto. Fui para junto dos meus amigos descomplicados e fáceis, fugi do que eu queria. Eu não me arrependo, sabe, mas eu... Não sei. Sinceramente, eu não sei.
Tudo que eu sei, foi que a minha noite acabou por ali. E as lágrimas vinham, mas eu não as deixava escapar.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Seria diferente

Se eu tivesse aguentado mais um pouco, tudo seria diferente. Você não estaria onde está, com todos esses seus amigos estranhos, essas suas companhias nada boas, esse seu monte de tatuagens e piercings; você estaria do meu lado, sendo o homem que eu queria que você fosse, e o que era melhor pra você, e eu certamente não estaria onde estou também. Eu estaria sempre do seu lado, tentando me soltar um pouco mais, sendo a menina que eu sempre quis ser, ao lado do cara que pareceria perfeito para mim. Acontece que eu nunca fui boa em brincar de pique-esconde, porque detestava ter que me esconder, esconder quem sou, onde estou e o que quero. Eu não aguentei porque você me sufocava com as suas promessas de amor; promessas que eu não pedia. Um futuro amarrado à alguém que eu não queria, sorrisos que encobriam minha antipatia por tudo aquilo, aquele monte de nada. Asfixiada com minha própria infelicidade, eu não suportava mais. Quando estávamos juntos, eu estava feliz, mas quando não estávamos, eu me sentia tão...
Que bom que acabou. Que bom que eu não aguentei. Que bom mesmo, porque eu teria vergonha de ser sua namorada hoje. Você está horrível.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Bigornas de realidade

Há um nó em mim. Estou sentindo meu corpo pesado, como se as permanentes borboletas em meu estômago tivessem sido transformadas em bigornas gigantes. Nada me faz sentir mais leve. Eu poderia voar, que ainda sentiria o peso da realidade me puxando para baixo, e cada vez mais para baixo. Eu choro sem motivo, eu grito quando estou sozinha, eu sorrio de tristeza. Eu tenho tudo que poderia querer, e ao mesmo tempo, sinto como se não tivesse nada. Não posso descrever o que estou sentindo, pois seria como tentar descrever a beleza do sol caindo sobre o mar, ou o horror que sentimos ao levar um susto. São sensações e emoções e visões únicas, e cada um vê de um jeito. Eu me sinto deprimida, mal-amada, desalmada, solitária e excluída. Mas ao mesmo tempo eu sei que faço alguma diferença, e que alguém realmente se importa comigo. Mas quando se coloca duas emoções distintas numa balança, na minha balança, o lado da Infelicidade pende vencedor, e eu sou obrigada a aceitar o fato de que sou depressiva. Quer uma sensação parecida com o que estou sentindo? Um peixe lutando por água e ar quando jogado fora do mar, um pássaro tentando ignorar a asa quebrada, tentando voar. Eu tento me livrar das amarras da lucidez, e me envolver numa nuvem de mentiras e sonhos, mas não consigo, não posso. Eu tento me prender à imagens da minha cabeça, mas a realidade é forte, ou pelo menos mais forte do que eu, e portanto eu não consigo me enganar. Alguns diriam que isso é bom, mas não para mim. Eu faria tudo para poder me desligar um pouco, ficar inatingível. A opinião alheia me importa mais do que devia, eu nego o dom de mergulhar em alegria, não quero mais saber dessa agonia, nem por que ela me contagia.
Chega dessa maldita dor. Uma dose de anestésico emocinal, faz'favor.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Teenage Dream


Já ouviram o último CD da Katy Perry, é claro. Eu adorei! Todas as músicas são maravilhosas, e eu estava passeando no Submarino quando vi o tal CD em promoção. Nem preciso dizer que não aguentei e comprei, e ele acabou de chegar! É muito fofo, sério. O CD em si é todo bonitinho, a capa é linda, as fotos da Katy do encarte são wow!, e não tem como comparar a qualidade do som. Então como eu não ia aguentar não contar pra vocês como as músicas são lindas, estou fazendo um breve comentário aqui, só pra constar.
E se você não ouviu ainda, ouça Last Friday Night e, é claro, Peacock. Essa última é engraçada, tá? Tipo, parece outra coisa, e você nem precisa saber a tradução, haha.
Então ouçam, porque Katy Perry é música de qualidade.
=)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Às vezes

Às vezes, eu quero ser gorda, pra poder reclamar; às vezes, eu quero ser magra, pra caber em roupas menores. Às vezes quero ser burra, pra poder justificar meus erros; às vezes quero ser inteligente, pra poder apontar os erros dos outros. Às vezes quero ser criança, pra não ter que me preocupar com tantas bobagens; às vezes quero ser adulta, pra poder ignorar pequenos problemas. Às vezes quero ser real, e às vezes quero ser imaginária. Às vezes quero ser certa, e às vezes quero estar errada. Às vezes quero ficar absolutamente sozinha, e às vezes ficar sozinha é insuportável. Às vezes eu sou bipolar, e às vezes sou só chata.
Eu queria deixar de falar tanto "às vezes" e poder dizer "sempre".

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Os 4

Kurt Cobain (1967-1994), Janis Joplin (1943-1970), Jimi Hendrix (1942-1970) e Jim Morrison (1943-1971) foram - e sempre serão - na minha opinião os quatro maiores nomes do rock. Cobain é o mais jovem; nasceu no período final das vidas dos 3J; mas isso não o torna menos importante, de forma alguma. Todos eles foram artistas renomados, com históricos de muitas drogas e álcool. Nenhum se preocupava com a saúde; ligavam apenas para fazer a boa música e deixar uma marca na história. Conseguiram.

J.H.



Jimi Hendrix, o mais velho de todos. Johnny Allen Hendrix, nascido em Seattle em 27 de setembro de '42; obviamente, como manda o figurino, sua morte nunca foi plenamente explicada. Morreu em 18 de setembro de '70, em Notthing Hill. Pelo que parece, ele teria se afogado no próprio vomito - forma muito pouco glamourosa de deixar este mundo. Mas não será sua morte a principal pauta do meu resumo sobre ele, mas sua curiosa mania de agudos em solos e sua fascinação por guitarras.
Hendrix era canhoto, mas se recusava a comprar uma guitarra especial; tocava guitarras para destros ao contrário. Isso era sua marca! Sua guitarra favorita? Uma que será para sempre sua, a Fender Stratocaster (vulgo 'Strat').
Por que eu gosto de Hendrix:
Porque seus solos de guitarra encantaram e encantarão gerações s2

J.J.



Janis Lyn Joplin, a inesquecível Janis, com seus cabelos rebeldes e vocal absurdo. A voz dela era tão fantástica que até hoje eu nunca vi alguém que se comparasse a ela. Nascida em Port Arthur em 19 de janeiro de '43 e morreu de overdose de heroína (mais glamourosa que Jimi, tenho que admitir) no dia 4 de outubro de '70. No ano de 1970, o mundo perdia a voz mais aguda da história e os solos de guitarra mais agudos da história.
Num ritual extraordinário, as cinzas de Joplin (sim, ela foi cremada) foram espalhadas pelo Oceano Pacífico.
Ela esteve no Brasil em fevereiro de '70; foi expulsa do Copacabana Palace por nadar nua na piscina, quase foi presa, cantou em um bordel, enxeu a cara várias noites e fez topless em Copacabana. Ela deixou uma marquinha no RdJ.
Por que eu gosto de Janis:
Porque ela tinha orgulho de ser como era, e porque sua voz me encanta s2

J.M.



Lindo. É a palavra que mais bem descreve James Douglas Morrison: lindo. De Melbourne (8 de dezembro de '43) para o mundo, Jim se mudava constantemente graças ao emprego do pai, que servia à marinha. Estudou em bilhares de escolas, e nunca conseguia se fixar.
Um fato importante: Jim conta que certa vez, quando muito criança, viu um acidente em que um caminhão cheio de índios teria se chocado contra uma viatura, e que como ele não entendia nada, ficou apenas observando. Diz que foi a primeira vez que viu a morte; todos aqueles corpos estendidos no chão, e aquela "tinta vermelha engraçada"... Esse episódio, que os pais de Morrison afirmam nunca ter acontecido, marcou-o profundamente, e ele sempre fazia referências ao acontecido em suas músicas, entrevistas etc.
Casou-se com Pamela (Morrison, rá rá), e viveu um casamento meio conturbado. Tinham muitas brigas, mas se amavam intensamente. Quando sua carreira já estava indo por água à baixo, foi com Pam para Paris. Lá, morreu. Uns dizem que foi por overdose de heroína, embora Jim não fosse conhecido por fazer uso dela - Pam sim. Os médicos disseram que ele teve um ataque do coração. Pam o encontrou na banheira do apartamento novo; chamam-no de "nº 4", pois foi a quarta morte misteriosa (os três primeiros foram Brian Jones, Janis e Jimi, e todos, incluindo Jim, morreram com 27 anos).
Por que eu gosto de Jim:
Porque além de lindo, o filho-da-mãe era talentoso e charmoso s2

K.C.



Kurt. Alguns dizem que era louco, outros que era magnífico. Kurt Donald Cobain, nascido em Aberdeen em 20 de fevereiro de 1967 e morto sobre circunstâncias curiosas/misteriosas em 5 de abril de 1994 (nº 5?) foi e sempre será um dos maiores nomes do rock mundial. A carreira de Cobain foi relativamente curta, mas o sucesso estrondoso e meteórico rendeu ao Nirvana, banda que formou com Krist Novoselic, o título de uma das bandas mais memoráveis de todos os tempos, com seu estilo desleixado - agora conhecido como grunge - e seu som destruído. A morte de Cobain foi trágica ao extremo; Krist saiu do mundo da música, mas Dave (Grohl, do Foo Fighters) manteve-se nesse meio.
Kurt era casado com a conhecida (e detestada minha) Courtney Love, com quem teve a pequena Frances Bean Cobain.
Por que eu gosto de Kurt:
Porque ele cantava bem, tocava bem, compunha bem, era lindo e amava sua família. Ele era perfeito, porra <3