sexta-feira, 10 de junho de 2016
Oi mãe,
domingo, 28 de fevereiro de 2016
a primeira morte de 2016
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Acredite se quiser
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
meu amor está escrito
quem você é, quem nós somos.
Todo mundo vê nossos sorrisos,
nossas brigas, o meu choro.
Mas ninguém vê os arranhões,
as mordidas, os chupões,
(bem, estes últimos, talvez...).
Ninguém vê o seu olhar doce
quando me cobre à noite,
me beija, doce, e vem se acomodar
no meu pescoço.
Ninguém vê seu carinho no meu corpo,
sua barba no meu rosto,
seu riso quando sussurro
que te amo tanto, tanto...
Nem todo mundo sabe quem você é.
Eles não vêem seu sorriso como eu,
nem suas pernas de jogador,
seu corpo sedutor, nem sentem
o seu beijo, enlouquecedor...
Falar de você, amor, me dá
calafrios, vontades e arrepios.
Vontade de viajar todos esses quilômetros
pra pular no seu colo até você
dizer pra eu parar, mas então
não me deixar [sair].
Não tenho escrito tantas
cartas de amor, porque amor,
meu amor está escrito no céu.
No meu sorriso ao ver o seu,
no meu corpo encontrando o teu,
nas noites dormindo no aconchego
do teu peito.
No teu respeito.
No teu suspiro,
no meu desejo.
No gemido baixo, sufocado
em meu ouvido.
No alcance do prazer desinibido,
na libido,
na madrugada, me protegendo do frio.
Feliz aniversário de namoro,
ao meu anjo protetor,
cheio de erros, defeitos, eu
e você e nós, imperfeitos,
mas deus, como podemos ter
nos encontrado desse jeito?
Falar assim me dá vontade
do teu beijo...
terça-feira, 8 de setembro de 2015
online
e eu prometo que não vai dormir à noite.
Conecte-se ao mundo virtual,
online, ao países inexistentes
dentro dessas caixinhas abre-e-fecha
com teclados mudos
e eu prometo que não vai dormir nunca mais.
Ligue sua televisão,
sem emoção, buscando ilusão,
comoção, Iraque, explosão, decapitação,
Síria, Afeganistão, Oriente Médio,
tão distante quanto buracos negros
e eu prometo que você não vai compreender.
Olhe nos olhos inanimados de crianças,
órfãs, sozinhas, machucadas, dilaceradas,
estupradas, abandonadas, solitárias,
sendo encaminhadas como mercadorias
como restos sem valia, como pesos mortos
e eu prometo que não vai sentir dor.
Tão distantes esses humanos
que nem parecem ter a mesma carne,
o mesmo sangue, as mesmas vísceras,
dores, vontades, mágoas antigas,
crenças, saudades, fome, malícias
que você.
Olhe para esses rostos na sua tela de TV.
Nem eu, nem você, nem eles,
ninguém sabe o porquê. Ninguém consegue,
ninguém quer saber.
Mas busque a solução para essa dor
que mesmo distante, te alcança
e eu prometo que nunca mais
vai ter paz de espírito.
Porque a solução seria nada, nem alívio
nem fim; seria mais um, você,
caminhando com eles,
tentando se salvar sem saber
que não há salvação no fim do caminho.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
+18
Não que não sejamos capazes. Não, não. Mas tudo parece muito difícil.
No fim, nos vemos realizando "grandes" tarefas domésticas, como preparar um bom almoço no domingo, mesmo não tendo um forno na cozinha ridícula do apartamento de 10m². Uma faxina, manter o banheiro limpo, os lençóis trocados, tirar o lixo, fazer compras, pagar contas. Começamos a nos ver com um com pouco mais de respeito - respeito próprio. Talvez, afinal, sejamos capazes de cuidarmos dos nossos respectivos narizes.
E quando isso acontece, quando esse respeito cresce e as responsabilidades se tornam rotina, nós passamos a acreditar mais, a ter mais certeza de que o mundo é hostil sim, mas não vai nos engolir. Vai nos abraçar.
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Outra noite para nós dois
segunda-feira, 23 de junho de 2014
Descrição
que tecnicamente era dele.
Mordeu os dedos, nervosa,
porque conhecia sua fama.
Aquietou-se e, manhosa,
chegou-se perto do rapaz.
Ele abriu os braços para ela
e a acolheu, medrosa.
Passou então os braços
ao redor do corpo dele.
Encarou-o sem desviar os olhos,
analisando todos os seus traços.
Ele, envergonhado, tímido,
viu-se perdido em seus cabelos.
Ela sorria sem parar, tão linda
e fazia aquecer sua libido.
Beijou-a então, docemente,
apenas lábios castos, devagar.
A fez gemer baixinho, contida,
e por fim a apertou, delicadamente.
Mãos perderam-se nos caminhos
que também chamamos de corpos.
Tudo leve, dedos deslizando,
entre toques, afagos e carinhos.
Pelo vidro muito embaçado
viram a noite tornar-se manhã.
Entre abraços, riam,
sem que nada fosse engraçado.
E mesmo quando foi dia
não puderam dizer adeus.
Ela não o deixava ir embora
pois de dentro para fora, a aquecia.
No pôr-do-sol, ainda deitados,
continuavam ali, inseparáveis.
Às vezes é o que se precisa:
uma tarde de amantes, namorados.
E se perguntarem se é "só" físico,
responderão que não.
Que sexo também é conversa,
que amor também é tesão.
sábado, 17 de maio de 2014
São certezas
segunda-feira, 31 de março de 2014
Sobre todas as formas de violência
segunda-feira, 17 de março de 2014
Um pedido de desculpas
Um poço de defeitos, tanta coisa errada junta.
Quem sou eu pra você me amar assim?
Tão louca e inconstante que me assusta.
Sabe como é, eu desconfio de tudo.
Te entrego meu coração, meu eu completo,
mas não sei receber o que você quer me dar;
duvido mesmo daquilo que eu sei ser certo.
Juro que é uma luta eterna o que eu vivo,
tentando te salvar das complicações que sou.
Te poupar do que pode acontecer
enquanto me decido: pra que lado eu vou?
Mas mesmo louca, mesmo meio sem rumo,
no final de tudo, tenho só uma certeza:
eu só quero te levar comigo, te ter do meu lado,
não importa o que aconteça.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Mein Kampf
Prazo
Era um sonho modesto,
um pedido moribundo,
fraco, asmático, tristonho,
sem forças nos ombros.
Um beijo que eu não oferecesse.
Um carinho espontâneo,
que fosse duradouro, pleno,
fora dos meus planos,
todo calmo e sereno.
Te queria sem máscaras.
Viesse como você mesmo
e me buscasse, sem sono
me levasse para cama e
num abraço, me embalasse.
Mas não me enganei.
Você tentava não mentir,
eu tentava não acreditar,
numa hora lago espelhado,
noutra, atormentado mar.
Contei os dias e os meses
até que me perdi.
Deixei a areia escorrer e
a ampulheta tornar real
o tempo que continuava a correr.
Um, dois, cinco, nove,
nasce um filho bastardo de nós.
Você não o quis, eu o neguei.
Chamei-o Paixão, mas pensei
em trocar para Prazo.
Vencemos em julho.
Acabamo-nos havia tempos,
eu negando, você correndo,
as correntes firmes que não quebramos
e a ampulheta a escorrer o tempo.
domingo, 22 de dezembro de 2013
Se eu tô bem?
Tô com um aperto no peito, alguma coisa tá fora do lugar.
Tô com a sensação de que perdi a briga, de que talvez eu tenha tomado a decisão errada, mesmo depois de pensar tanto sobre isso, pensar só nisso.
Tô com a impressão de que pisei num degrau que não existe; aquele segundo em que você simplesmente não tem controle sobre o que aconteceu, porque só aconteceu, você nem viu. Tô com aquela mágoa entalada na garganta, aquele medo de alguma coisa que não dá pra saber o que é.
Tô perdida.
Tô abandonada.
Tô largada.
Ouvindo as mesmas músicas, porque elas ainda não carregam lembrança alguma.
O meu problema é você.
Lembra aquele dia que você disse que sentiu minha falta? A gente não se via havia tanto tempo... sentir seu corpo perto do meu foi um choque, um baque.
Lembra aquela conversa? Você disse que não ia me deixar. E deixou. Foi. E foi embora pra longe.
Lembra aquele último beijo? Pois é, eu lembro. Era madrugada. Você já tinha me dito tudo que queria, feito de mim o que quis, usando e abusando, mas sempre tão carinhoso que minha mente entrou em curto. Você me beijou, e de repente, já estávamos separados outra vez.
Lembra daquele abraço? Tão casto, tão puro, porque a gente não era mais "a gente", eu era eu e você era você, cada um no seu canto, cada um no seu lugar. E todas aquelas garotas te rodeando... e eu, assistindo... não sabia que era capaz de suportar aquela babaquice.
Lembra do tchau?
Eu lembro.
Nunca vou esquecer.
Talvez seja essa despedida inacabada que me pesa o peito.
A gente nunca disse adeus.
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Não pude apagar
Não apaguei nossas fotos. As apaguei do público, mas não do privado. Estão salvas aqui em algum lugar, perdidas entre tantas outras memórias de tantos outros lugares. Eu sinto que você tinha vergonha de mim, sabe? Que você não queria que as pessoas soubessem sobre nós. Primeiro, pensei que fosse um cuidado seu, mas depois percebi que talvez você não quisesse se prejudicar. Ter uma namorada te afastava de outras biscatezinhas, não é? Te prendia. E você não queria se prender. Nem a mim.
Eu cuidei de você com todo o meu amor. Cuidei da sua saúde, do seu corpo, do seu espírito e da sua mente. Da sua imagem, do seu ego, dos seus problemas. Da sua família, das suas dores e das suas bebedeiras. Eu cuidei de você, e queria que você cuidasse de mim, mas você não foi capaz. Sabe por quê? Porque você nunca sequer gostou de mim. Não me amou, eu sabia; mas não fui capaz de te conquistar? Você não se apaixonou por mim? Não houve sequer uma gota de paixão? Que vergonha. De mim, é claro, por não conseguir te prender a mim.
Sou fraca. A carne é fraca. Eu fiquei distante, mas fraquejei quando nossos corpos tiveram contato. Fui fraca. Mas espero que ninguém me culpe por isso, afinal, eu só tenho 17 anos. Posso me apaixonar, posso sofrer, posso amar e desamar quantas vezes achar necessário.
E é só isso. Eu, fraca, e você, otário. Às vezes temos aquilo que merecemos.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Prêmio
Eu li sim o que você me escreveu. E só Deus sabe o quanto eu quis te responder. Mas você já me deu tanto desprezo, já me ignorou com tanta força, já me fez desejar não ter te conhecido tantas e tantas vezes que, olha, eu nem sei mais contar. É como uma grande coleção de sentimentos que eu tenho; e os piores eu guardei para você. Não finja que não sabe o que aconteceu. Não finja que não foi nada demais. Não finja que tudo pode voltar ao normal. Não se engane e não me engane. Não mais.
Agora o que eu sinto é realmente só desprezo; talvez um pouco de rancor. Por que estragar tudo desse jeito?! E não me diga que não foi nada porque você me conhece! Sabe que eu sofro, sabe que eu sou dramática, que comigo é tudo maior, melhor e pior, é tudo com um zoom, uma expansão. Comigo é tudo muito "mais" que com os outros. Você me conhecia, me entendia. Eu, otária, é que não te conhecia. Não sabia que você era tão mentiroso e mau caráter. Agora, eu só quero te ver sofrer. Não, eu sei que a minha ausência não faz porra de diferença nenhuma para você. Mas você vai sofrer nas mãos de alguém, e eu espero que quando esse alguém te fizer quebrar por dentro, você saiba que estará sentindo como me fez sentir. Morta. E depois, viva como um vulcão. Mas aí nem é mais com você.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Deixa eu contar
Foi absurda a rapidez
com que sensatamente
me livrei de você.
Apaguei as memórias,
esqueci as histórias;
o seu gosto eu nem lembro mais.
Achei que sentiria por tempos
a falta que você faz.
Mas não faz mais diferença
e eu estou em paz.
Uso sua roupa e vejo suas fotos,
e é engraçado como,
ao meu próprio modo,
fui superando, e deixando,
e esquecendo de como foi.
Hoje eu nem imagino o que mudou.
Talvez se eu me esforçar
consiga lembrar
como era o ritmo da nossa dança,
o volume da nossa alegria.
Hoje, só vejo uma mistura
quase melancólica, crua
de desapego induzido.
E quando perguntei se
você queria ficar comigo,
a resposta foi indiferente.
Bem, agora é a minha vez
de te abandonar no passado
e seguir em frente.