domingo, 21 de julho de 2013
vício
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Range
sexta-feira, 12 de julho de 2013
não é uma despedida de verdade
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Dez coisas que eu não consigo te dizer
A primeira é que não quero te forçar
a fazer nada que faça você se arrepender.
A segunda é que eu estou preparada
pra te ter e pra te não ter,
independentemente do que acontecer.
Continuar te vendo sempre é a terceira
coisa que tenho que te falar.
A quarta é pedir pra você ir mais devagar.
A quinta coisa é outro pedido: tente não enjoar
de me ver todo dia, de falar comigo
de tarde e madrugada adentro.
A sexta é que você não é meu inimigo
e pode confiar em mim sempre.
A sétima é que não me importo contigo
só quando você está contente.
A oitava é um aviso: querido,
não me afaste quando precisar de mim.
A nona é que eu te quero, sim,
quero muito, e quero agora.
Mas a décima é um conforto:
se não for agora, não era a hora.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
#4
terça-feira, 21 de maio de 2013
Eu preciso
Alguém com quem conversar por horas sem cansar.
Alguém pra me dizer que estou feia.
Alguém pra rir comigo das piadas velhas.
Ou me dizer que a piada é velha e ruim.
Alguém pra pegar na minha mão sem ter medo.
Alguém pra dizer que não me aguenta mais.
E sem me magoar.
Alguém pra deitar comigo a tarde e dormir, assim, dormindo.
Alguém que me mande mensagem quando estiver sem sono.
E que tente me acordar pra não ficar sozinho.
Alguém com quem eu fale sobre sexo sem ter vergonha.
E que me conte detalhes que eu nunca imaginei.
Alguém que eu saiba que não quer mais nada além do que eu posso oferecer.
Quero um amigo, não uma amiga.
Porque amigas eu tenho, e levam anos pra confiar.
Agora homens, não.
É alguém mais rápido, prático, direto.
Alguém honesto, mas que não quer te irritar.
Alguém que não quer te jogar contra ninguém.
É alguém que eu preciso.
quarta-feira, 8 de maio de 2013
8/5/2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Cicatriz
sair sábado à noite sem maquiagem,
esquecer de fazer as sobrancelhas,
cantar em frente ao público sem coragem,
subir na casa e trocar todas as telhas,
esquecer de fechar o portão da garagem;
dançar sozinha no meio de todo mundo,
esperar no frio por uma carona que não vem,
ser confundida com um mendigo vagabundo,
perder a minha única passagem de trem,
ver um amigo doente e moribundo,
ou ficar moribunda também;
tem milhares de tragédias, sejam ou não relevantes,
que prefiro ver acontecer na minha vida;
tristezas que prefiro que aconteçam antes
de deixar cicatrizar minha ferida.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
Na beleza do novo
Já me apaixonei incontáveis vezes, e imagine só, nunca amei ninguém. A paixão é muito mais bonita e invariavelmente mais indolor que qualquer forma de amor, porque o amor exige demais, e a paixão exige apenas um pouco de tempo. Pouco tempo, é sim. Aquele tempo que você passa sem pensar em nada, é quando você pensa na sua nova paixonite. É bonito, prático, rápido, e geralmente indolor. Indolor. Acredite, essa é a melhor parte.
Não é a primeira vez que sinto falta de uma paixão. As antigas já não suprem minhas necessidades e não há um conhecido que se faça notar. Não sei se é muito piegas dizer isso, mas vou dizer de qualquer forma: "estou cansada dos homens desta cidade; quero novos amores." Piegas. Brega. Previsível, clichê; escrever isso é um absurdo literário. Mas não deixa, em momento algum, de ser uma verdade irrefutável.
Então, peço uma última (ou talvez não) vez que algo aconteça e eu finalmente te encontre. Vagando por essas ruelas maltrapilhas, vestidas com trapos de concreto, relva saltando por suas veias. Me encontra, ou deixa eu te encontrar. Não é um pedido grande o suficiente para ser ignorado, ou é? Assim, difícil, impossível, por acaso? Eu não acho que seja.
Aliás, é bastante simples:
me dá uma direção que eu sigo.
Me dá um nome que eu acho.
Me dá um cheiro que eu lembro.
Me dá um sorriso que eu não solto.
Mas quem tornaria simples uma busca necessária como essa, quando a beleza da descoberta fica ainda mais explícita quando recoberta com lamentações?
"Levei tanto tempo pra te encontrar".
É mentira quando já se sabe onde está, mas a mentira não faz deixar de ser lindas as declarações, por mais falsas, fajutas, por mais desmoronadas, soltas, aleatórias. Não deixam de ser declarações de amor. De mim para você.
sábado, 20 de abril de 2013
Parênteses, apenas
Sentimento imbecil é o tal amor. De certo, analisando agora, que nunca o senti. Nunca tive um Romeu, ninguém cuja vida equivalesse a minha. Nunca fui Julieta. Ou Isolda. Ou a Helena de um grego e um troiano. A sensação de sofrer por eles já senti, mas não sei como é quando sofrem por mim.
Tudo isso é apenas uma parte em parênteses, é verdade.
Agora, nesse instante, olhando pela janela, tenho certeza de que nunca vivi nada assim, bonito. Sempre vivi momentos, mas nunca vivi histórias. Falando de amor, é claro. E talvez eu nem queira viver. Nas histórias que li, havia sempre uma mocinha, um mocinho, um vilão e espectadores, ali, estagnados, incapazes de colaborar com a menor informação. Algo que o mocinho disse e que a mocinha deveria ouvir, sabe? Aquelas bobagens que a gente vê num filme romântico e diz: "Eu nunca faria isso". Bem, tenho uma péssima notícia: você faz. Você geralmente é o amigo insosso que não disse o que deveria ter dito; a amiga compromissada demais para ter tempo de dizer ao amigo que ele e a amiga se amam; o vizinho que não chamou a polícia quando ouviu barulhos na casa ao lado. Aquela pessoa incompleta, incapaz de se mover e mudar o rumo das coisas.
Simplificando, eu provavelmente nunca serei a mocinha. Serei sempre a vizinha, a amiga, o incapaz. Tudo isso, é claro, falando especificamente de casos de amor. Na vida, é fácil ser a peça principal, mas no amor, talvez seja melhor ficar nas beiradas, assistindo, sendo uma plateia indesejada, até. Quando falamos de amor, o papel principal é o único que eu não quero pra mim.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Na borda do azul
Estamos deitadas na beira. Na beira da juventude, na beira da vida quase boêmia, na beira de uma piscina morna bem aqui, no fim do mundo. A água é doce, porque tem gosto de nós; gosto de jovem, gosto de quase, gosto de limite, gosto de menina. E apesar dos pesares, do fim talvez tão próximo, apesar de tudo e até, talvez, apesar de todos, é o amargo dessa inércia que deixa o doce, doce. É esse fim iminente e tão certo que faz com que eu me sinta assim. Beirando. Com os pés na água morna, com os dedos brincando em todo esse azul, nesse futuro, nesse "não saber" que é assim tão bonito. Não saber nem pra onde vai, nem de onde vem. No desconhecido que engana, na preguiça de saber. Então estamos aqui, deitadas, beirando tudo. Beirando a vida, porque ainda não queremos mergulhar nela. Beirando a certeza da temperatura, beirando o que queremos e beirando o não saber. Estamos na borda de tudo, porque o mergulho é, certamente, sem volta.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Último suspiro de carnaval
Me pego fantasiando sobre nosso próximo encontro. Sobre como eu honestamente deixei de me importar com tudo e todos, deixei de me importar com você, comigo, com os olhares que receberemos quando eu me agarrar à você e te prender sem usar correntes. Você vai querer ficar depois de me ver outra vez, estou contando com isso. Você e todas as conversas que tivemos, e os segredos que sabemos e as palavras que não foram ditas; o abraço que faltou na nossa despedida. Estou pronta pra você, pra nós dois, pra peitar o mundo e mandar qualquer intrometido para o quinto dos infernos. Estou aqui, contando os dias, me lembrando das conversas, sorrindo ao lembrar do seu sorriso. Estou aqui, imitando um temporizador, aguardando o bipe do alarme de carnaval, esperando, esperando, esperando... sei que vai vir. Espero tanto que sim. E se você me deixar aqui, de mãos abanando, cheia de vontade mas sem nenhuma ajuda, não precisa voltar para mim outra vez. É a nossa última chance, coração. Não me decepcione outra vez.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Golias
domingo, 25 de novembro de 2012
Perdido de mim?
domingo, 4 de novembro de 2012
Ainda é cedo?
À quantas chances tenho direito? Falhar uma vez me tira do jogo? E se eu quiser tentar outra vez? Por quanto tempo eu posso resistir e lutar antes de me render?
Quero outra chance, quero poder tentar outra vez. Mas não quero que dure para sempre. Essa história de ficar presa...
Estou me cansando de pedir desculpas e me cansando de sentir. Talvez eu seja obrigada a aceitar, de uma vez por todas, que realmente não fui feita para o romance. Digam o que quiserem - sobre amar, sobre amor, sobre ser amado. Talvez eu não queira nada disso. É doloroso, frustrante e tenso. E essa sensação de responsabilidade me tira do sério. E aí, o que tá acontecendo aqui?, é o que tenho vontade de perguntar, mas não posso. Não devo, vai. Não tenho esse direito - não tenho direito nenhum. Não sobre ele.
Sendo assim, é melhor desistir. Finalmente me render e parar de lutar. Quanto tempo? Nem me pergunte, porque só de pensar que realmente imaginei que dessa vez seria diferente, meu estômago me pune dando mil voltas. Eu sou tão estúpida quando quero.
Ainda é cedo para pedir desculpas e outra chance? Talvez eu lhe deva algumas desculpas, é verdade. Ou talvez você me deva um pedido desses. Sendo assim, é melhor ninguém dizer nada, e está tudo bem. Façamos esse acordo, o que você acha?
Posso desistir dele e tentar outra vez com você. Posso me arrepender de fazer isso e voltar atrás com ele. Não posso?!
Há duas semanas escrevi sobre querer amar. Agora não quero mais. Não quero mais me apaixonar, não quero mais você. Não assim, não distante, não sem saber de nada. Quero alguma outra coisa, algo que talvez você não esteja disposto a me ceder. Até imagino que seja a minha idade , sabia? O que ela sabe?, você se pergunta. Ela não sabe de nada, é a resposta que posso dar. Não sei de nada e nem quero saber. A vida sem saber é excelente, simples e descomplicada.
A ignorância é uma benção.
E eu a quero de volta.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Imagina que tempo feliz
Está chovendo lá fora.
Estou preocupada com você.
Será que eu penso que a gente namora?
A culpa é sua por me beijar.
Quanto tempo até eu te ver?
Por que você teve que ir embora?
Estou implorando pra você voltar.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Dois meses
E agora?
Não sei o que estou fazendo. Não entendo o que estou sentindo. Será que é isso o nada? Essa sensação de vazio, de não se importar? Essa sinceridade, esse não querer, esse poder de dizer "sim" ou de dizer "não"? Se isso for ser livre, talvez eu queira continuar presa. Ou não. É que eu nunca fiz isso, eu nunca saí de dentro da minha gaiola. E eu repito como um papagaio velho, "nunca fiz isso", "não sei o que fazer" e "não sei o que dizer". Repito quantas vezes puder, pra ver se alguém me ouve, pra ver se alguém me entende. Pra ver se alguém me ajuda, me aponta um caminho, me dá uma luz. Só sorrisos e palavras mais doces do que costumo ouvir não me ajudam a escolher.
E agora?
Penso várias vezes em quanto tempo tenho para viver essas pequenas mentiras, fingindo que tudo está ótimo, que tudo está bem, que tudo está do jeito que eu quero. E acontece algo muito estranho: quanto mais se aproximam, mais me distancio. Mais quero a solidão, mais quero o nada. Esse nada tão querido que parece me abraçar e me acalmar, dizendo que sou jovem, dizendo que estou certa, dizendo que tenho tempo e que ninguém manda em mim.
Eu quero me apaixonar por você. Quero com todas as minhas forças que você me conquiste, me tire da dúvida, acabe com essa incerteza. Vem. Me ama. Me beija, me abraça, me desgasta, me enlouquece. Faz de mim o seu equilíbrio, faz de mim o seu coração, faz de mim as suas dores e as suas vontades. Eu quero ser sua, e quero que você seja meu. Quero ouvir a sua música quando você me ligar, quero ouvir a sua respiração no silêncio da madrugada, quero sentir os seus dedos no meu cabelo e seu corpo em choque quando tocar o meu. Quero a maciez dos seus lábios soprando meu ouvido, suspirando, sussurrando, murmurando com ternura e certo desespero qualquer frase que me faça rir de nós dois e da minha inexperiência. Eu quero você aqui. E quero agora, nesse instante de desespero, onde a dúvida me corrói com força. Tenho medo de me arrepender, preciso de um conselho. Seu. Preciso ouvir a sua voz; preciso me acalmar.
Ai, ai. Ser tão jovem e tão inexperiente é realmente uma tristeza. Me atrapalha muito essa falta de informação, esse não saber. Eu estou apaixonada, e a negação sempre foi o caminho mais fácil. Mas será que eu sempre vou fugir? Fugir para sempre de mim mesma, de nós, de um futuro? Fugir de um "sim", de um "talvez", fugir de um "nós"? Um dia vou me sentir sozinha, e sei para quem vou correr, sei de que abraço vou precisar, sei que sorriso vai me acalmar.
15 de outubro, 14h14
Estou disposta a lutar. Acredite em mim, confie em mim outra vez, por favor. Não faça isso comigo.
Eu não quero jogar todo esse tempo pro alto e esquecer.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Dó menor à sétima
Eu não acreditei
quando ouvi você contar pros seus amigos
o que a doida da sua namorada fez
Até esse momento a gente era
um rolo um pouco longo
durava mais de um mês
Nunca me passou pela cabeça
que eu fosse pra você
coisa mais que um borrão
Achei que a gente era
aquele amor "não sobe serra"
que não dura mais que um verão
E ouvindo você rindo
e contando que eu matei
a barata atrás da nossa cama
Eu comecei a rir
e me toquei de que
dando amor a gente também ganha
Tipo quando eu te faço carinho
bagunço seu cabelo
e você só reclama
Isso quando não vem
e me aperta, me morde de verdade
pra mostrar quem é que manda
("E eu só peço que os bons ventos
te tragam de volta algum dia
pra eu poder dizer
que talvez tenha sido um novo amanhecer
na minha vida")