o problema não é você
como não é ele
e nunca foi ninguém.
o problema sou eu
e o tamanho da ausência dentro de mim.
o problema é que meu medo
me engole por completo
antes mesmo de eu perceber
o que acionou o gatilho.
o problema é que
ao menor vislumbre de abandono
me arrependo
me culpo
e me pergunto
o que há de tão errado comigo?
porque há em mim
o peso de uma existência
cercada de talvezes
e poucos motivos;
inúmeras tristezas e dores
que nunca deveriam ter
me habitado.
tão condicionada
pela aceitação de terceiros
de estranhos
de completos desconhecidos
ou rápidos alguéns.
e por quê?
quando houver essa resposta
haverá mais tempo
e menos pânico
para que eu seja melhor companhia
e não apenas tempestade
destruindo relações
deixando maus entendidos
e depois
e s v a i n d o.
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